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Dra. Marina Fantini

Maternidade Quaternária: A importância do nascimento seguro para bebês com cardiopatia congênita

Maternidade Quaternária: A importância do nascimento seguro para bebês com cardiopatia congênita

As maternidades quaternárias se consolidam como referência essencial para o cuidado materno-fetal de alta complexidade, garantindo segurança e melhores desfechos clínicos para mães e bebês.

A assistência à gestante e ao recém-nascido com cardiopatia congênita requer um nível de complexidade e organização assistencial que vai além da maternidade convencional. 

Definição de maternidade quaternária e sua importância

Uma maternidade quaternária é uma instituição hospitalar altamente especializada, preparada para atender gestações e partos de risco extremo. 

Além de estrutura obstétrica e neonatal, dispõe de unidades de terapia intensiva materna e neonatal, centro cirúrgico preparado para emergências, recursos diagnósticos avançados (como ecocardiografia fetal, ressonância magnética fetal e hemodinâmica) e equipes multidisciplinares experientes em patologias raras e complexas, como as cardiopatias congênitas críticas.

Essas unidades têm papel fundamental na linha de cuidado da gestante com diagnóstico fetal de malformação cardíaca, assegurando um nascimento assistido com suporte intensivo imediato.

maternidade quaternária

Identificação de cardiopatias congênitas durante a gestação

As cardiopatias congênitas estão entre as malformações fetais mais comuns, acometendo aproximadamente 1 a cada 100 nascidos vivos. 

A maioria dos casos ocorre de forma esporádica e sem fatores de risco identificáveis — cerca de 90% das gestantes que têm filhos com cardiopatia congênita não apresentam nenhum fator predisponente conhecido.

Por isso, o ecocardiograma fetal deveria ser considerado uma ferramenta essencial dentro do pré-natal, principalmente em centros com estrutura especializada. 

A FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia Fetal recomendam que o exame seja realizado rotineiramente em situações de risco aumentado, mas reforçam a importância da vigilância mesmo em gestantes de baixo risco.

O melhor período para realização do ecocardiograma fetal é entre 24 e 28 semanas, quando a anatomia cardíaca fetal está mais desenvolvida e a janela acústica é ideal. 

No entanto, o exame pode ser antecipado para 18 a 22 semanas, especialmente quando há achados suspeitos na ultrassonografia morfológica, ou postergado até 32 semanas, se necessário para elucidação diagnóstica ou reavaliação.

Indicações formais para realização do ecocardiograma fetal incluem:

  • História familiar de cardiopatia congênita
  • Diabetes mellitus materno
  • Uso de medicamentos teratogênicos (ex: lítio, isotretinoína)
  • Lúpus eritematoso sistêmico ou presença de anticorpos anti-Ro/La
  • Translucência nucal aumentada
  • Hidropsia fetal
  • Arritmias fetais
  • Síndromes genéticas suspeitas ou confirmadas
  • Alterações nos quatro câmaras ou nos tratos de saída do coração fetal na ultrassonografia

O diagnóstico intrauterino permite não apenas o preparo da equipe para o parto em ambiente adequado, como também melhora a taxa de sobrevida neonatal, diminui intervenções de emergência e possibilita o aconselhamento familiar desde o pré-natal.

acompanhamento fetal

Acompanhamento fetal em casos de malformações cardíacas

Após a detecção de uma cardiopatia congênita no feto, o acompanhamento pré-natal deve ser intensificado e conduzido por uma equipe multiprofissional com experiência em cardiologia fetal. 

Nesse cenário, o papel do cardiologista pediátrico com formação em cardiologia fetal é fundamental para garantir uma abordagem precisa, individualizada e contínua.

O cardiologista pediátrico é o profissional habilitado para interpretar os achados do ecocardiograma fetal de forma integrada com o prognóstico neonatal, orientar a condução pré-natal e participar ativamente do planejamento do nascimento e do pós-natal imediato.

As principais responsabilidades do cardiologista pediátrico incluem:

  • Confirmar o diagnóstico e classificar a complexidade da cardiopatia fetal
  • Avaliar a repercussão hemodinâmica da malformação durante a gestação
  • Realizar ecocardiogramas fetais seriados para monitoramento da evolução
  • Participar das reuniões multiprofissionais de definição de condutas obstétricas e neonatais
  • Auxiliar no aconselhamento da família quanto ao prognóstico e possíveis intervenções

Esse acompanhamento contínuo permite:

  • Identificar precocemente alterações de fluxo que exijam intervenções neonatais imediatas (ex: uso de prostaglandina, necessidade de oxigênio ou suporte circulatório)
  • Planejar a transferência da gestante para uma maternidade quaternária antes do parto
  • Evitar nascimentos em locais sem suporte adequado para cardiopatias críticas

Além disso, o vínculo precoce entre a família e o cardiologista pediátrico facilita o seguimento após o nascimento, garantindo continuidade no cuidado, preparo para procedimentos cirúrgicos e integração com a equipe de cirurgia cardíaca e UTI neonatal.

Portanto, o acompanhamento fetal por um cardiologista pediátrico não é apenas desejável — é um componente indispensável da linha de cuidado de alta complexidade em cardiopatias congênitas.

Planejamento do parto em maternidades quaternárias

O parto de um bebê com cardiopatia congênita deve ser cuidadosamente planejado em uma maternidade quaternária, garantindo acesso imediato a suporte avançado de vida, equipe especializada e infraestrutura adequada. 

A definição do melhor momento e via de parto (vaginal ou cesárea) depende do tipo e gravidade da cardiopatia, bem como das condições clínicas da mãe e do feto.

A presença da equipe de cardiologia pediátrica, neonatologia e cirurgia cardíaca na sala de parto pode ser determinante para a estabilização inicial do recém-nascido.

Além disso, o suporte com ventilação mecânica, administração de prostaglandina e até a utilização precoce de ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea) em casos graves só é viável em centros com alta complexidade.

O planejamento adequado evita nascimentos em locais despreparados, reduz complicações neonatais e melhora significativamente a chance de sucesso nas intervenções cirúrgicas precoces.

Papel da equipe multidisciplinar no cuidado materno-fetal

O cuidado da gestante com diagnóstico fetal de cardiopatia congênita exige integração de múltiplos profissionais, com reuniões frequentes para discussão de condutas, avaliação de risco e elaboração de plano terapêutico. 

A equipe deve incluir:

  • Obstetra especializado em gestação de alto risco
  • Cardiologista pediátrico e fetal
  • Ecocardiografista fetal
  • Neonatologista e intensivista neonatal
  • Cirurgião cardíaco pediátrico
  • Anestesista obstétrico e neonatal
  • Enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais

Essa abordagem assegura decisões clínicas baseadas em evidência, acolhimento à família, intervenções coordenadas ao nascimento e continuidade do cuidado desde o intraútero até o pós-operatório. 

O sucesso do tratamento de cardiopatias congênitas críticas depende dessa sincronia entre especialidades.

cardiologista pediatrica especialista em maternidade quarternaria em BH

Perguntas frequentes sobre maternidade quaternária e cardiopatias fetais

O que é uma maternidade quaternária e quando é indicada?

Maternidade quaternária é uma estrutura hospitalar de altíssimo nível de complexidade, preparada para oferecer assistência integral e imediata a gestantes e recém-nascidos com condições clínicas graves, especialmente malformações cardíacas. 

Essas instituições contam com UTI neonatal e materna, centro cirúrgico para emergências neonatais, equipe de cardiologia pediátrica e fetal, cirurgia cardíaca infantil, suporte anestésico especializado e recursos avançados como ecocardiografia fetal, hemodinâmica e ECMO.

É indicada quando o feto possui diagnóstico de cardiopatia congênita crítica ou potencialmente instável, exigindo intervenção nas primeiras horas de vida. 

Nessas situações, o nascimento em local não especializado compromete a estabilização hemodinâmica, podendo levar a complicações graves ou morte evitável. 

O parto em maternidade quaternária permite a transição imediata do suporte fetal para estratégias neonatais seguras e coordenadas, diminui a mortalidade neonatal e aumenta a taxa de sobrevida do bebê. 

Como é feito o diagnóstico de cardiopatias no feto?

Por meio do ecocardiograma fetal, exame especializado que avalia a anatomia e função cardíaca ainda durante a gestação. 

Deve ser realizado entre 24 e 28 semanas, mas pode ser antecipado ou repetido conforme necessidade. É essencial para definir a linha de cuidado cardiológico antes do nascimento.

Quais são os cuidados necessários ao detectar uma cardiopatia fetal?

  • Encaminhar imediatamente a gestante para um centro com equipe de cardiologia fetal especializada
  • Realizar ecocardiogramas seriados com análise anatômica e funcional, acompanhados por cardiologista pediátrico
  • Incluir no acompanhamento um cardiointensivista neonatal, para definição conjunta do plano de estabilização pós-natal
  • Planejar o parto em maternidade quaternária com estrutura para suporte cardiovascular neonatal, incluindo disponibilidade de UTI, uso de prostaglandina, suporte inotrópico e ECMO
  • Estabelecer um protocolo de transição do nascimento para a estabilização hemodinâmica, incluindo medidas específicas de acordo com a fisiologia da cardiopatia
  • Reunir periodicamente a equipe multiprofissional — composta por cardiologista pediátrico, cardiointensivista, obstetra, neonatologista, cirurgião cardíaco, psicólogo e assistente social — para revisão do caso e alinhamento de condutas
  • Incluir ativamente a família nas decisões, esclarecendo o prognóstico, os passos esperados e promovendo acolhimento contínuo

O envolvimento do cardiologista pediátrico desde o pré-natal e a integração com o cardiointensivista neonatal são essenciais para alinhar todos os pontos críticos do cuidado: diagnóstico fetal, planejamento do parto, estabilização hemodinâmica pós-natal e definição de tempo cirúrgico. 

Essa linha de cuidado coordenada é determinante para proteger a função cardíaca e sistêmica do recém-nascido nas primeiras horas de vida, momento decisivo para o prognóstico.

Qual especialista em maternidade quaternária buscar em Belo Horizonte?

Dra. Marina Fantini é altamente qualificada e carrega consigo um amplo conhecimento nas áreas de pediatria e cardiologia.

É coordenadora da Cardiologia Pediátrica e ECMO na Rede Mater Dei, CEO da Ecmo Minas, professora do curso de medicina da Faculdade de Ciências Médicas e da pós-graduação no Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Belo Horizonte.

É também membro titular da Sociedade Brasileira de Pediatria, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Especialista em ECMO pela ELSO.

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Gislene Gonçalves

Gislene Gonçalves

"Dra Marina é sensacional! Excelente profissional e amorosa com as crianças! Encontrei dra Marina no momento mais complicado da vida da minha filha, que tem sindrome de Edwards, a Trissomia do 18. Dra Marina acreditou em minha filha Luísa e fez a bandagem da artéria pulmonar com dois meses de vida e foi um sucesso! Só tenho a agradecer por tudo!"

Michelle Lacerda

Michelle Lacerda

"Há 10 anos convivendo com cardiopediatras, tenho autoridade nessa opinião. Dra. Marina.. Um anjo de Deus na terra! Atenciosa.. Carinhosa.. Preocupa com o bem estar geral da família. Inteligentíssima! É a médica que fez medicina por amor. Super acessível. Atende nosso telefonema, responde nossas msgs. É a cardiopediatra que seu filho precisa!"

Eduarda Bretas

Eduarda Bretas

"Dra. Marina é uma médica excelente. Cuida da minha filha desde a vida fetal. Nos passa muita confiança, sempre atenciosa e cuidadosa. Minha filha tem cardiopatia congênita grave. Ja fez uma cirurgia com a equipe da Dra. Marina e deu tudo certo."

Karine Xavier

Karine Xavier

"Sem palavras para uma profissional tão humana, atenciosa e acima de tudo apaixonada pelo caminho que escolheu! Fomos acolhidos, escutados e direcionados de forma precisa!! Parabéns Dra Marina que Deus e Nossa Senhora te dê muita saúde para continuar exercendo sua profissão!"

Fábio Andrade

Fábio Andrade

"É uma profissional exemplar! Muito humana e competente. Não sou paciente, sou fã. Fazemos acompanhamento com ela mesmo morando a 360km de distância."

Christiane Soares

Christiane Soares

"Extremamente competente, atenciosa com os pais e pacientes, uma referência pra cardiologia pediátrica."