CARREGANDO

Dra. Marina Fantini

Risco cirúrgico em pediatria: A Importância da avaliação cardiovascular especializada

Risco cirúrgico em pediatria: A Importância da avaliação cardiovascular especializada

A avaliação de risco cirúrgico em pediatria, especialmente em crianças com cardiopatias congênitas ou adquiridas, é uma etapa essencial para garantir a segurança perioperatória.

O documento de risco cirúrgico emitido pelo cardiologista pediátrico oferece uma visão abrangente do estado cardiovascular da criança, orientando a equipe cirúrgica e anestésica sobre as condutas mais seguras durante o procedimento.

O que é o risco cirúrgico em crianças com cardiopatias

O risco cirúrgico pediátrico é um parecer elaborado a partir da avaliação clínica e funcional da criança antes de um procedimento cirúrgico eletivo ou de urgência.

Seu principal objetivo é identificar condições cardiovasculares que possam comprometer a segurança do procedimento anestésico-cirúrgico.

Em crianças com cardiopatias congênitas ou adquiridas, essa análise é ainda mais crítica. 

Muitas vezes, essas crianças apresentam alterações hemodinâmicas, arritmias, hipertensão pulmonar ou sequelas de cirurgias cardíacas anteriores que aumentam o risco de complicações durante a anestesia ou no pós-operatório imediato.

Fatores considerados na elaboração do risco cirúrgico

Ao elaborar o parecer de risco cirúrgico, o cardiologista pediátrico considera uma série de elementos que influenciam diretamente a segurança da criança durante o procedimento.

Entre eles:

  • Presença e tipo de cardiopatia (congênita ou adquirida)
  • Estado funcional e hemodinâmico da criança
  • Dados do exame físico e sintomas clínicos
  • Tipo de procedimento cirúrgico proposto
  • Urgência da cirurgia
  • Comorbidades clínicas associadas (síndromes genéticas, doenças respiratórias, disfunção renal, entre outras)
  • Histórico de cirurgias cardíacas prévias
  • Uso atual de medicamentos cardiovasculares

Além disso, em muitos casos, a classificação do estado físico pela American Society of Anesthesiologists (ASA) pode ser usada como um complemento, embora não substitua a avaliação detalhada e individualizada do cardiologista pediátrico.

Risco cirúrgico na Pediatria

Avaliação pré-operatória: exames e critérios utilizados

A necessidade de exames complementares deve ser individualizada.

Nem toda criança precisa realizar exames antes de uma cirurgia. A decisão deve sempre partir de uma anamnese detalhada e de um exame físico minucioso, realizados por um profissional experiente.

Quando indicados, os exames mais comumente solicitados incluem:

  • Ecocardiograma transtorácico
  • Eletrocardiograma (ECG)
  • Exames laboratoriais (hemograma, eletrólitos, função renal)
  • Radiografia de tórax
  • Oximetria de pulso
  • Teste ergométrico ou teste cardiopulmonar de exercício (em casos selecionados)

A decisão pela liberação ou pela necessidade de intervenções prévias depende de achados clínicos e ecocardiográficos, como fração de ejeção, pressão pulmonar, presença de shunts significativos, entre outros.

exames realizados no pré-cirúrgico pediátrico

Importância da equipe multidisciplinar na avaliação do risco

A avaliação do risco cirúrgico em crianças deve ser feita em conjunto com a equipe multidisciplinar, incluindo cardiologista pediátrico, anestesista, cirurgião, pediatra geral e, quando necessário, intensivista.

Esse trabalho conjunto permite planejar a melhor abordagem anestésica, otimizar a condição clínica da criança antes do procedimento, prever eventuais complicações e estruturar o pós-operatório de forma mais segura.

Como os pais podem se preparar para a cirurgia do filho

Os pais devem estar bem informados sobre a condição cardíaca da criança e as particularidades da cirurgia.

Alguns pontos importantes incluem:

  • Levar todos os exames recentes à consulta de risco cirúrgico
  • Informar sobre uso de medicamentos
  • Seguir orientações de jejum, internação e preparo pré-operatório
  • Esclarecer todas as dúvidas com o cardiologista e com a equipe cirúrgica

O acolhimento da família também faz parte do processo: entender os riscos, os benefícios e o plano terapêutico aumenta a segurança emocional dos pais e contribui para um desfecho mais positivo.

Perguntas frequentes sobre risco cirúrgico em cardiopediatria

Quem deve realizar o risco cirúrgico em crianças?

Sempre que houver qualquer suspeita ou confirmação de cardiopatia, o risco cirúrgico deve ser avaliado por um cardiologista pediátrico, profissional especializado em interpretar os dados clínicos e exames específicos no contexto da idade e das peculiaridades do coração infantil.

Crianças sem comorbidades cardíacas também podem ser avaliadas por pediatras experientes ou, idealmente, por cardiopediatras para maior segurança.

Quais exames são necessários para avaliar o risco cirúrgico infantil?

Nem sempre são necessários. A indicação depende de uma avaliação clínica criteriosa. Quando indicados, geralmente incluem:

  • Ecocardiograma
  • ECG
  • Exames laboratoriais
  • Radiografia de tórax

Testes complementares são indicados conforme o caso clínico.

Segundo as diretrizes mais recentes, inclusive da American Heart Association e da Sociedade Brasileira de Cardiologia, é importante destacar que em muitos casos, especialmente em procedimentos de menor porte e em crianças sem sintomas ou achados clínicos relevantes, nenhum exame complementar pode ser necessário.

O mais importante é compreender a individualidade de cada paciente, realizar uma anamnese e exame físico completos e contextualizar o risco dentro da realidade clínica da criança.

O excesso de exames, quando desnecessários, pode gerar estresse, custos e atrasos no cuidado.

O que pode aumentar o risco cirúrgico em crianças com doenças cardíacas?

  • Disfunção ventricular
  • Hipertensão pulmonar
  • Arritmias
  • Cirurgias cardíacas prévias
  • Uso de drogas vasoativas
  • Necessidade de ECMO ou suporte ventilatório

Qual médico cardiopediatra consultar em Belo Horizonte

Dra. Marina Fantini é altamente qualificada e carrega consigo um amplo conhecimento nas áreas de pediatria e cardiologia.

É coordenadora da Cardiologia Pediátrica e ECMO na Rede Mater Dei, CEO da Ecmo Minas, professora do curso de medicina da Faculdade de Ciências Médicas e da pós-graduação no Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Belo Horizonte.

É também membro titular da Sociedade Brasileira de Pediatria, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Especialista em ECMO pela ELSO.

Agende abaixo a sua consulta:

Consulte sua Cardiopediatra

Agende uma consulta com a dra. Marina para um diagnóstico cuidadoso e um tratamento adequado ao seu caso!

Atendimento Particular

(31) 3344-3307

Segunda à sexta 9h às 18h.

R. Araguari, 1156 - 10º andar
Santo Agostinho - Belo Horizonte

(Clínica Bambini - Próximo ao Mater Dei)

Gislene Gonçalves

Gislene Gonçalves

"Dra Marina é sensacional! Excelente profissional e amorosa com as crianças! Encontrei dra Marina no momento mais complicado da vida da minha filha, que tem sindrome de Edwards, a Trissomia do 18. Dra Marina acreditou em minha filha Luísa e fez a bandagem da artéria pulmonar com dois meses de vida e foi um sucesso! Só tenho a agradecer por tudo!"

Michelle Lacerda

Michelle Lacerda

"Há 10 anos convivendo com cardiopediatras, tenho autoridade nessa opinião. Dra. Marina.. Um anjo de Deus na terra! Atenciosa.. Carinhosa.. Preocupa com o bem estar geral da família. Inteligentíssima! É a médica que fez medicina por amor. Super acessível. Atende nosso telefonema, responde nossas msgs. É a cardiopediatra que seu filho precisa!"

Eduarda Bretas

Eduarda Bretas

"Dra. Marina é uma médica excelente. Cuida da minha filha desde a vida fetal. Nos passa muita confiança, sempre atenciosa e cuidadosa. Minha filha tem cardiopatia congênita grave. Ja fez uma cirurgia com a equipe da Dra. Marina e deu tudo certo."

Karine Xavier

Karine Xavier

"Sem palavras para uma profissional tão humana, atenciosa e acima de tudo apaixonada pelo caminho que escolheu! Fomos acolhidos, escutados e direcionados de forma precisa!! Parabéns Dra Marina que Deus e Nossa Senhora te dê muita saúde para continuar exercendo sua profissão!"

Fábio Andrade

Fábio Andrade

"É uma profissional exemplar! Muito humana e competente. Não sou paciente, sou fã. Fazemos acompanhamento com ela mesmo morando a 360km de distância."

Christiane Soares

Christiane Soares

"Extremamente competente, atenciosa com os pais e pacientes, uma referência pra cardiologia pediátrica."